quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sobre a verdadeira Cura

Olá, pessoal! Como vocês estão?
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A minha intenção inicial ao sentar em frente ao PC, abrir o bloco de notas e começar a escrever não era exatamente falar sobre este tema em específico - mas acho de verdade que estaria mentindo para vocês se eu fingisse aqui que eu não estava com vontade... Pois eu estou. Com muita vontade. E acho que este é o momento mais do que propício para falarmos sobre o assunto. 
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Afinal, na última segunda feira, um juiz de Brasília concedeu uma liminar onde psicólogos podem tratar gays, lésbicas e bissexuais como doentes - e, com isto, eles podem oferecer terapias de “reversão sexual” sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. 
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Obviamente, o CFP irá recorrer desta decisão retrógrada e arbitrária, mas somente o ato desta liminar existir - em pleno ano de 2017 - é perturbador. Não só pelo o que representa a justiça interferindo diretamente sobre o trabalho de milhares de psicólogos pelo país como também por abrir precedentes perigosos em uma época tão hostil e intolerante como infelizmente nós vivemos atualmente. Dar aval para um profissional (mal intencionado) da área de tratar um paciente LGBTQ+ como um "doente" por simplesmente ser LGBTQ+ é antiético e vai de contra à anos e anos de estudos e pesquisas de especialistas da área - cujo o foco é justamente o contrário ao que esta decisão quer implementar.
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Apenas o ato de sugerir uma "reversão" - como se o LGBTQ+ tivesse sido outra coisa antes - já é extremamente problemático. Afinal, falando da forma mais direta, o fato de alguém querer ser algo que não é já indica explicitamente a pura e simples pressão social que ainda existe contra quem não segue os "padrões" - o que precisa ser erradicado, dia após dia. E tudo isto já abre tantos parenteses em um contexto maior, que uma liminar como esta sequer existir é um desserviço por completo.
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domingo, 20 de agosto de 2017

Sobre 'Contra tempos'... e Recomeços

Olá, pessoal! Como estão vocês?


Eu sei, eu sei o que estão pensando: Como ele tem coragem? A pessoa abandonou completamente o seu blog pessoal - um blog para falar sobre os livros que ELE MESMO ESCREVE - por quase dois anos seguidos... E volta como se nada tivesse acontecido... Que cara de pau, bicho!

Então... É sobre isto mesmo que eu vim falar. 

Como puderam perceber, eu sumi. Não postei nada por aqui, não surgiu nenhuma história nova na Amazon, e eu nem comentei no Twitter que estava escrevendo. Para ser sincero, não acho que nada disto tenha sido por acaso... Mas também não foi planejado. Apesar dos pesares, este meu afastamento de mim mesmo como 'autor' foi necessário. Pois de lá para cá, muita coisa mudou na minha cabeça, na minha visão do mundo, e - querendo eu ou não - isto acabaria refletindo sobre o que escrevo. Pois, sim, a vida aconteceu para mim, ao longo destes últimos dois anos. E isto foi maravilhoso, e assustador - tudo ao mesmo tempo.

De 2015 para cá, precisei cuidar da minha saúde mental. É meio engraçado, pois acreditava que estava ótimo... Me consultar com um psicólogo? Imagina! Mas isto não poderia ser o mais longe possível da verdade. Graças à minha mãe, fui ao médico e descobri que estava desenvolvendo TOC por 'n' motivos. Coisas que eu guardava para mim, coisas que eu não tinha coragem de dizer, coisas que estavam ferrando a minha cabeça e matando quem eu era de verdade. 

Com muita sorte, o grau do meu transtorno ainda era (e continua sendo) baixo, então eu poderia lidar com isto através de recursos um pouco mais simples (mas nem por isso mais fáceis). A cada nova consulta, algo novo (e que sempre estava ali) surgia para mim, novidades que o Henri de três anos atrás nunca teria coragem (ou mesmo vontade) para confrontar, e isto foi transformando de forma definitiva a pessoa quem sou e mudando a minha visão de mundo.

Obviamente, toda esta mudança iria refletir naquilo que escrevo. E, batendo a real aqui com vocês, eu vou confessar: Não estava 100% feliz com as histórias que eu estava produzindo.


Não, eu não vim aqui para falar que tudo o que já tinha feito era um lixo e que agora o meu objetivo será em me transfigurar no próximo Machado de Assis. Pelo amor de Deus, não! Eu sou completamente apaixonado por literatura jovem. Está no meu sangue! Mas... Tendo uma visão mais crítica sobre o que eu colocava no papel, as minhas ideias não estavam saindo do jeito que eu queria e nem se conectavam com os meus pensamentos. O problema não estava nos livros de entretenimento, e sim na minha própria voz.

Por isso, o hiato aconteceu.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sobre Replay: Versão 2.0


Hey, pessoal... Estão preparados para uma surpresa?! Pois eu sim! Afinal, hoje é dia de Replay, bebê! *insira o gif da Christiane Torloni no Rock in Rio aqui*

Bom, eu sei que metade dos que estão lendo isto não devem estar entendendo nada do que estou falando agora... Já que eu meio que estava guardando segredo sobre isto. Mas a muito tempo eu estava querendo partilhar esta novidade com vocês, e finalmente este dia chegou - e eu estou muito, MUITO empolgado!


E o que seria esta surpresa? Hoje chega na Amazon a versão especial e ESTENDIDA de ''Replay'', meu primeiro romance contemporâneo YA!


O que antes era praticamente um pequena conto, agora virou um novela e está recheado de material extra - que na verdade, eu estava guardando para uma continuação... Que, infelizmente, não vai rolar! Mas não tem por que ficar triste. Quero dizer, em breve teremos ''Reboot'' - que é um companion book, com outros personagens - mas a história de Cissa e Gabriel começa e termina neste volume. Então, eu me senti na necessidade de contar para vocês tudo aquilo que estava escondendo enquanto escrevia "Replay'' no ano passado.